quinta-feira, 16 de agosto de 2018

IN MEMORIAN


Saber que somos amigos desde os tempos do “primário”;
Harmonia e parceria dentro, fora e além da escola;
Eleva o meu pensamento nas mais variadas recordações.
Importante para mim desde muito tempo...
Lembro-me das tantas vezes que ensinou-me o conteúdo das provas;  
Assistência, insistência e paciência foram as “ências” que mais utilizou para comigo.

Após o período de adolescência, marcado pela escola, veio nossa juventude.
Lamento não ter ficado próximo de você como fomos próximos no primário...
Importa, contudo, que, mesmo em meio ao distanciamento, continuamos com a nossa amizade.
Cada vez que nos encontrávamos, dávamos muitas risadas relembrando quando éramos crianças.
Entre uma fala e outra, sempre conversávamos sobre o nosso futuro... “Eu quero ser isso, e você?”

Garantir um futuro bom era uma pauta comum em nossas conversas...
O tempo foi passando e não nos demos conta disso. O futuro ainda estava longe, pensava eu!
Mesmo porque ainda falávamos em projetos, principalmente agora que éramos adultos.
Engraçado pensar que, ainda que adultos, agíamos como se fôssemos as mesmas crianças de outrora.
Sabíamos exatamente da importância dessa amizade e, por isso, nos tratávamos assim.

Do nada os sonhos foram, aos poucos, se tornando realidade e, com isso, você cresceu, e muito!
Apaixonada pelo que fazia, se tornou um referencial para muitas pessoas.

Se eu pudesse saber o futuro, assim como projetávamos, certamente eu teria aproveitado mais a sua presença.
Imaginar que você iria partir, sem ao menos finalizar o que começou, jamais imaginei que seria possível.
Lembrar de você faz o meu coração doer. Há um buraco no meu coração. Um buraco de saudades. Muita saudade!
Você estará para sempre em meu coração; no coração da minha família; no coração de todos e todas...
Assim quero terminar esse lamento dizendo: você faz falta, minha amiga; minha irmã. Te amo!

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Ingratidão

Agir com desdém, traição, ingratidão, etc., parece ser um dos artifícios mais usados pelo ser humano desde os primórdios. Quem não se lembra da frase dita pelo Imperador Romano Júlio César ao amigo ingrato e traidor Brutus: "Até tu, Brutus"; e/ou a frase de Jesus de Nazaré ao amigo ingrato e traidor Judas: "Judas, meu amigo". Acredito que muitas pessoas não apenas conhecem tais frases como, também, os contextos históricos que ambas foram emitidas. Elas possuem semelhanças, semelhanças essas onde o resultado é a morte. O Imperador Júlio César foi esfaqueado pelo próprio amigo e os seus aliados e, por isso, é claro, faleceu; Jesus de Nazaré foi entregue aos assassinos através de um beijo, beijo esse que foi um sinal, um sinal que apontava o procurado. O resultado do beijo foi a morte de Jesus. Desta maneira, a morte é a chave que une essas duas histórias. Poderíamos lembrar e citar inúmeros casos exatamente como os mencionados, porém, não é preciso, visto que não estamos fazendo uma análise exaustiva da história em relação ao tema, mas sim, promover uma rápida e sucinta reflexão.
O desdém, a traição, a ingratidão, etc., não necessariamente nos mata de forma literal, mas pode matar uma amizade, uma relação, um sonho, etc. E quando isso acontece, logo ficamos imaginando e perguntando para nós mesmos: por que tal pessoa (amigo/a) fez isso comigo? Por que tratou-me assim? Por que traiu-me? Por que é tão ingrata comigo? Por quê? Por quê? Por quê? Esse questionamento ocorre, antes de mais nada, porque, pela nossa lógica, pessoas que consideramos amigas não poderiam agir assim conosco. Mas vejam: "[...] pessoas que consideremos amigas [...]". Eis aqui o problema! Nós consideramos tal pessoa como sendo nossa amiga, mas perguntamos (ou de fato sabemos com toda certeza) para essa pessoa se ela nos considera como sua amiga? Há provas concretas de sua amizade para conosco? Parte da responsabilidade da nossa morte é nossa mesma! Confiamos em quem não deveríamos confiar; depositamos nossa esperança em quem não poderíamos depositar; tornamo-nos vulneráveis porque não tivemos o capricho de desconfiar; morremos porque deixamos nos matar. Não quero dizer, com isso, que não devemos ter amigos/as, pelo contrário, amigos/as devemos ter, mas, para tanto, devemos escolher com critério. Ainda que escolhamos com critério, mesmo assim podemos sair mortos/as da "amizade". Mas é verdade também, que a escolha com critérios diminui sobremaneira os riscos da morte. Assim sendo, nunca é tarde para analisar, com frieza, as nossas amizades. "Somos amigos de...", mas fulano/a me considera como amigo/a?
A ingratidão dói e corrói; por isso mesmo, tornar-me-ei mais vigilante! E você?

Estamos sobrevivendo...

Quero expressar/confessar que, apesar de objetivar escrever diariamente neste blog, algumas situações que surgem no cotidiano acabam por impossibilitar essa dinâmica. Assim, não consegui postar absolutamente nada nos dois últimos dias. Apesar disso, os dois últimos dias foram dias normais, normalidade esta que, para qualquer pessoa do interior (ou zona rural), seria um verdadeiro turbilhão. Muito provavelmente essas pessoas do interior (ou zona rural) diriam: "Esse povo da área urbana não vive, sobrevive." Pois é! Se tomarmos esse suposto pensamento juntamente com a canção do Titãs, O pulso anda pulso, podemos declarar que 
ESTAMOS SOBREVIVENDO...

terça-feira, 7 de agosto de 2018

O que nos fortalece?

Hoje ouvi uma frase mais ou menos assim: "Que semana difícil; uma luta tremenda; muitos impedimentos. Na verdade, quanto maior são os problemas, dobrada é a vitória. Vem coisa muito boa pela frente!"
Não sei se é bem assim. É verdade que temos altos e baixos; que a vida é parecida com o "sobe e desce" de uma roda gigante. Entretanto, a lógica da vida é não seguir uma lógica, de modo que essa não-lógica é a verdadeira lógica da vida. Estar ruim hoje não garante o bem-estar de amanhã; bem como os sofrimentos que hoje solapam, não são os responsáveis pelo sucesso futuro. Ninguém que está bem hoje, está bem porque, no passado, comeu o "pão que o Diabo amaçou". Essa lógica é perversa e enganosa. Isso porque, se teve alguém que amaçou alguém, esse foi o Pão, e não o Diabo, não é mesmo? O Pão nos fortalece; É Ele que permite uma garantida travessia pelo Vale da Sobra da Morte, e não os impedimentos existentes no Vale. Os impedimentos não existem para impulsionar alguém para a linha de chegada. Pelo contrário, existem para impedir alguém de chegar. Quem impulsiona, quem vence cada obstáculo, quem permite chegar na linha de chegada, este é Deus. Portanto, independentemente das circunstâncias, nossos olhos e ouvidos devem estar direcionados a Deus, e não nos impedimentos.
As dificuldades não são maiores do que o meu Senhor!
Amém!

Marco Sueitti

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

É só o amor!

Tenho vivido experiências que desmontam tudo aquilo que, para mim, eram regras imutáveis e intocáveis. Tudo foi desmoronando... está desmoronando... aquele amontoado de regras e pressupostos que, de tão inchado não tinha forma, vai desmoronando... aos poucos vai sobrando pouco daquilo que era muito. O pouco que está ficando é muito em vista do muito que era muito pouco. O simples da coisa é a coisa simples. Nada de muitas coisas, pois, por serem muitas, não damos conta. Muito das poucas coisas, das coisas simples, das coisas muito simples.  Quando chegamos nelas, percebemos quão grandes são as pequenas coisas. Em um mundo onde o sucesso é ser o dono do mundo, prefiro ganhar o mundo que existe em minha própria casa. Ah, que lição; que desafio; que teste... exercer nossa fé é uma questão apofática. Ao passo que vai desmoronando os pressupostos, do resto que sobra sobra o que não é resto; sobra o que é essencial; sobra o amor; sobra Deus. Infelizmente deixamos Deus sobrar em nossas vidas, quando não deveria ser uma sobra. Hoje, mais do que nunca, entendo o clamor do salmista: "Ouve, Senhor, a minha oração, e inclina os teus ouvidos para o meu clamor; não te cales perante as minha lágrimas, porque sou para contigo como um estranho, um peregrino como todos os meus pais" (Sl 39.12). Ou seja, por meio da angústia descobri que, tudo aquilo que conquistei de conhecimento, não é o suficiente para se achegar a Deus; o "tudo" das muitas coisas que aprendi, tornou-me, assim como declara o salmista, um estranho para com Deus. O simples, isto é, a oração, o clamor, as lágrimas, a fé, enfim, essas poucas coisas são muitas perante Deus. Deus é amor! E esse amor de Deus está me sustentando... Ah, se não fosse Ele nesse momento tão difícil... assim prossigo de fé em fé; de luta em luta... preciso de Ti!

Marco Sueitti

domingo, 5 de agosto de 2018